Duas natas e uma Vespa


Poderia tirar fotos quase todos os dias mas tenho-me concentrado em viver as coisas, ouvir e estar. Relativamente à fotografia, e neste momento, descobri que preciso de o fazer com tempo e sozinha. Fora isso lá vou publicando fotos de momentos com outras pessoas, de forma críptica ou de forma explícita, não porque essas pessoas são mais especiais do que outras mas porque de alguma forma me fizeram querer fotografar, e escrever algo sobre elas, naquele momento.

Precisava, de certa maneira, ver a Joana, não só para manter contacto, não que seja obrigação, mas porque havia algo que queria que ela me contasse: experiências de vida! Para além disso partilhamos formas de pensamento semelhantes, logo é sempre agradável uma conversa. Mas desta vez levei a máquina propositadamente para captar umas imagens do nosso encontro.

A Joana de certa forma criou em mim um respeito por algumas situações/escolhas que fez ao longo dos últimos tempos. Uma coisa é pensarmos... outra é fazermos e aventurar. Ao longo da conversa consegui perceber uma coisa: tranquilidade. Fiquei feliz pelo discurso que fui encontrar nesta amiga, como foi diferente do grande descontentamento e revolta pelo estado das coisas à bastantes meses atrás. Pode até nem ter mudado muita coisa exteriormente mas interiormente mudou e isso basta.
Fico bem saber que assim aconteceu com ela.

E fica um conselho da Joana: "Com as vespas é preciso ter paciência!".









[Este foi um post em que nem me dei ao trabalho de escrever em inglês, fica apenas em português como forma de apreciação por muitas coisas boas que temos por cá (não só os pastéis de nata!). Mesmo que a vontade de muitos seja fugir daqui, ao mesmo tempo também percebemos que não é a fugir que vamos encontrar o que queremos, quando o que mais precisamos para ser felizes está por cá, se soubermos o que realmente nos deixa felizes.]

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